As oficinas profissionalizantes fazem parte do projeto Um Novo Caminho | Foto: Divulgação/Sedes

Nem os cinco idiomas falados fluentemente pelo pernambucano Rodrigo da Cunha, 35 anos, ajudaram a evitar que ele fosse morar nas ruas. No Distrito Federal há mais de dez anos, após enfrentar questões familiares, ele ficou sem teto fixo durante sete meses. Acolhido no Alojamento Provisório do Autódromo Nelson Piquet, o cozinheiro busca uma nova oportunidade para finalmente superar essa condição e voltar a atuar.

Rodrigo é um dos cerca de 100 alunos matriculados nos cursos profissionalizantes criados para as pessoas que se encontram abrigadas no local em virtude da pandemia do coronavírus. O objetivo é motivar esse público com as oficinas de eletricista e reparos em eletrodomésticos, segurança eletrônica básica, barbeiro e informática básica. Todas essas capacitações têm 40 horas-aula e fornecem certificação.

Um Novo Caminho

Fruto de uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e o Instituto Sou Brasileiro (Soubras), além de emendas parlamentares do deputado Eduardo Pedrosa, os cursos fazem parte do projeto Um Novo Caminho. “É mais uma oportunidade para que essas pessoas busquem o próprio protagonismo e consigam, assim, uma colocação profissional”, acredita a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha.

“É mais uma oportunidade para que essas pessoas busquem o próprio protagonismo e consigam, assim, uma colocação profissional”Mayara Noronha Rocha, secretária de Desenvolvimento Social

Oportunidades

Wdson Barbosa, 35 anos, após mais de 15 anos de experiência no ramo da construção civil, viu o mercado exigir novas habilidades. “Fiquei sem espaço de trabalho e fui parar nas ruas”, conta. “Espero aprender coisas novas que possam me abrir outras portas”.

Antes de chegar ao Autódromo, o projeto passou pelo Alojamento Provisório do Estádio Abadião, em Ceilândia. Cerca de 170 pessoas compareceram às oficinas. Aqueles que alcançaram 75% de frequência conseguiram a certificação profissional.

Desde o início da pandemia, quando os abrigos temporários foram instalados no DF, além de ofertar alimentação, acolhimento e isolamento social, o governo local tratou de levar projetos culturais, sociais e profissionais para os residentes. A meta é investir na capacitação para que todos possam retomar suas vidas.

  • Com informações da Sedes

Fonte: Agência Brasilia