A produção de uva no Distrito Federal vem crescendo e ainda há muito espaço para novos produtores, já que a produção local atende apenas cerca de 10% da demanda do DF. Das 400 toneladas das duas principais variedades de uva comercializadas na Ceasa no ano passado, somente 43 toneladas foram produzidas no DF – 10,7% do total.

A variedade Niagara Rosada foi a de maior saída em 2019, com 270 mil quilos comercializados, dos quais 232 mil quilos “importados” de outros estados, contra 38 mil quilos produzidos localmente. Já a uva Vitória teve 125 mil quilos vindos de outros estados e 5 mil produzidos no DF.

“Costumo dizer que tem muito espaço ainda para os produtores de Brasília, do Distrito Federal, para a produção de uva. Vem muita coisa de fora ainda, tem muito espaço para crescer”, afirmou o coordenador do Programa de Fruticultura da Emater-DF, Felipe Camargo.

Atualmente, o DF tem mais de 40 produtores e área de 50 hectares de produção distribuídos em regiões diversas como Lago Oeste, Sobradinho, Planaltina, PAD-DF e Riacho Fundo. A maior parte da produção é destinada a uvas de mesa. Produtores do Distrito Federal interessados no cultivo de uva devem procurar o escritório da Emater-DF mais próximo da sua propriedade para orientações.

Segundo Camargo, as características climáticas são favoráveis para o cultivo. “Temos duas estações bem definidas, a chuvosa e a seca, o que permite uma dupla poda, com aumento da produção no período seco e uvas mais doces. No período seco as frutas absorvem menos água e ficam com maior teor de açúcar, o que é bom tanto para o paladar quanto para a produção de vinho”.

Em relação ao solo, Felipe explica que é fisicamente bom de ser trabalhado por ser plano e profundo. Entretanto é quimicamente pobre, necessitando de correção para o cultivo de uva. “Feito isso, o solo da região tem todas as condições para uma excelente produção de uva”, disse.

* Com informações da Emater-DF

Fonte: Agência Brasilia