Depois de oito anos como presidente da Rodobens, o executivo Eduardo Rocha decidiu deixar a vida corporativa para empreender. Sua visão? Criar uma fintech que mudasse a forma de fazer consórcios no Brasil. Assim, em 2019, fundou o Klubi, a primeira empresa digital a ter autorização do Banco Central para operar como administradora de consórcios. 

O negócio, que começa suas operações agora no quarto trimestre de 2021, acaba de concluir uma rodada de captação de R$ 32,5 milhões liderada pela Igah Ventures (Unico; GuiaBolso) e com a participação da Parallax Ventures (Asaas; Cerc) e de sócios da Cyrela. O capital será usado pela empresa para aumentar sua equipe de 50 pessoas e investir em tecnologia e marketing.

“Queremos desintermediar as operações de consórcio e acessar o cliente diretamente, digitalizando a experiência e entregando ao usuário um processo simples, transparente e educativo”, diz Rocha em entrevista ao EXAME IN.

Até então, a empresa havia recebido cerca de R$ 2,8 milhões em aportes feitos pelo próprio fundador e por investidores-anjo de peso, como Guilherme Bonifácio (fundador do iFood) e Paulo Veras, Renato Freitas e Ariel Lambrecht (fundadores da 99).

A equipe do Klubi passou os últimos dois anos empenhada em conseguir a autorização do BC e em desenvolver a tecnologia da plataforma. Agora, coloca na rua o primeiro produto, voltado para quem quer usar o consórcio como caminho para comprar um veículo avaliado entre R$ 30.000 e R$ 90.000. No Brasil, o consórcio para compra de veículos leves é o mais popular entre os brasileiros que usam esse tipo de produto financeiro para comprar bens.

A solicitação e contratação do produto é feita totalmente online, direto pelo site da empresa. Em caso de dúvidas, há uma equipe de consultores disponível para conversar por WhatsApp ou telefone e esclarecer as dúvidas. A fintech desenhou um modelo em que o cliente paga somente o valor da mensalidade mais uma taxa de admistração, fixada em R$ 99 por mês.

O público-alvo do Klubi são pessoas da classe C, a partir de R$ 4.000 de renda familiar, na faixa de 30 anos e que têm dificuldades para acessar crédito no mercado financeiro. “Enquanto os incumbentes usam vendedores e corretores, vamos apostar em estratégias de mídia digital para gerar fluxo de clientes com esse perfil para plataforma”, diz o fundador.

Hoje, no país, 8,19 milhões de pessoas têm um consórcio ativo — o maior número da série histórica. Só de janeiro a agosto de 2021, foram vendidas 2,31 milhões de novas cotas, 26,2% mais que no mesmo período do ano passado. Em 2020, os negócios com consórcios realizados no Brasil cresceram 21,5%, movimentando R$ 163,63 bilhões, de acordo com dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

Com o crescimento do mercado de consórcios, outras fintechs disputam espaço no setor. Em junho, por exemplo, a Consorciei levantou R$ 30 milhões em uma rodada liderada pela Tera Capital e com participação da Tarpon. Fundada em 2018, a empresa atua no “mercado secundário” de consórcios, substituindo consorciados que desistiram de suas cotas.

Já a Turn2C, que em julho fechou uma parceria com o Banco do Brasil, criou uma plataforma que usa modelos matemáticos e análise de dados para permitir que as instituições parcerias visualizem qual é o plano mais indicado para que o consorciado seja contemplado o mais rápido possível com o menor lance disponível.

Fonte: Exame



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