Neste sábado (4), o Talibã acabou com o protesto organizado de mulheres afegãs com gás lacrimogêneo e disparos para o alto. Pelo segundo dia consecutivo elas se manifestaram nas ruas de Cabul para exigir os seus direitos de participação no governo do país.

As mulheres saíram do Ministério de Relações Exteriores e foram em direção aos portões do Palácio Presidencial, momento em que foram detidas pelo grupo terrorista.

“Eles nos impediram de continuar a marcha e disseram que não é permitido ir até o portão do Palácio Presidencial. Eles usaram tiros e gás lacrimogêneo para nos dispersar, mesmo que cinco mulheres se reúnam em um lugar para protestar, eles as dispersam”, contou uma das organizadoras do protesto à Agência EFE, que preferiu o anonimato.

A luta das afegãs por seus direitos

Os protestos começaram na sexta-feira(20). Cerca de 20 mulheres afegãs se reuniram para exigir o seu direito de participar nas decisões políticas. Elas defendem que merecem trabalhar como ministras, diretoras e outros cargos governamentais.

Além disso, elas pedem para que a comunidade internacional não se esqueça delas e ajudem na defesa dos seus direitos, pois nos últimos 20 anos elas ganharam várias liberdades como educação e trabalho.

“O protesto de hoje estava de acordo com o apelo de ontem ao Talibã para dar às mulheres uma participação significativa em todos os aspectos da vida, inclusive na tomada de decisões e na política”, declarou à Efe a ativista Samira Khairkhwa, outra organizadora dos protestos em Cabul.



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