A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado ouve nesta terça-feira (25/5) o depoimento da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde (MS), Mayra Pinheiro, conhecida como “capitã cloroquina”.

Mayra prestará depoimento como testemunha, ou seja, comprometendo-se a dizer a verdade e sob o risco de incorrer pelo crime de falso testemunho. Entretanto, a gestora poderá se negar a responder perguntas sobre fatos ocorridos entre dezembro e janeiro, época do colapso na saúde do Amazonas, pois está amparada por um habeas corpus concedido pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). Esta foi a mesma estratégia usada pelo general Eduardo Pazuello, que pôde ficar em silêncio durante a oitiva.

A secretária esteve em Manaus às vésperas da crise da pandemia da Covid-19, que vitimou vários pacientes asfixiados por falta de oxigênio nos hospitais. Na época da visita, ela passou por unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) para orientar profissionais a iniciar o tratamento com hidroxicloroquina em pacientes com sintomas leves.

Antes de ir à CPI, Mayra Pinheiro, ‘capitã cloroquina’, compartilha post pró-cloroquina

Na tarde desta segunda-feira (24/5), às vésperas de seu depoimento na CPI da Covid-19, Mayra Pinheiro compartilhou em suas redes sociais um vídeo do  ex-senador Magno Malta defendendo o medicamento. Na publicação, Malta diz: “Cloroquina, todos nós acreditamos. Acreditamos em tratamento precoce”.

Ao compartilhar um post onde um Nobel de Economia defende “medicamentos que curam não são rentáveis, portanto, não são produzidos”, Mayra diz: “Simples assim! Entendedores entenderão”.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) se negou o proibir o uso desses remédios e condenou o uso político do tema, pois há estudos que comprovam que os medicamentos funcionam, mas também há pesquisas que comprovam o contrário.

TrateCov

Na semana passada, em seu depoimento à CPI, Pazuello falou sobre o aplicativo TrateCov, que teria sido desenvolvido por uma sugestão de Mayra para auxiliar médicos no tratamento da Covid-19. Na prática, o aplicativo recomendava o coquetel de medicamentos sem eficácia indiscriminadamente, até mesmo para bebês.

Após críticas, a plataforma acabou sendo retirada rapidamente do ar. Pazuello agora insiste que ela foi disponibilizada indevidamente por um hacker, apesar de o governo ter oficialmente divulgado o TrateCov.

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