Amy Adams como Anna Fox em ’A Mulher na Janela’Netflix / Divulgação

Por TÁBATA UCHÔA

Publicado 17/05/2021 14:06 | Atualizado 17/05/2021 14:10

Rio – O longa “A Mulher na Janela”, do diretor Joe Wright, estrelado por Amy Adams, estreou na Netflix na última sexta-feira e, desde então, tem dado o que falar. O filme é uma adaptação do livro de mesmo nome, do polêmico autor por A. J. Finn, publicado no Brasil em 2018 pela editora Arqueiro. 

Na trama, a dra. Anna Fox é uma mulher que sofre de agorafobia, que é a fobia de grandes espaços abertos ou lugares públicos. Anna passa, então, os dias confinada em sua enorme casa no bairro do Harlem, em Nova York, assistindo a filmes clássicos, bebendo, esquecendo de tomar sua medicação e espionando a vida dos vizinhos pela janela.

Quando a família Russell se muda para a casa em frente a de Anna, ela logo faz amizade com o filho do casal, Ethan, e posteriormente com a mãe dele, Jane Russell. Certo dia, no entanto, Anna está na janela e acredita ter visto um crime acontecer na casa da família Russell. O problema é que, por conta de seu estado de confusão mental, ninguém acredita no que ela diz. 

Livro X Filme

Livro e filme têm exatamente o mesmo enredo. A adaptação para as telas conta com algumas alterações pequenas, o que é completamente compreensível. Alguns personagens foram retirados da história, outros tiveram uma relevância um pouco menor, as relações entre alguns personagens têm menos complexidade do que no livro… Mas, ainda assim, todo o enredo do livro de A. J. Finn está contido no longa “A Mulher na Janela”. 

Uma diferença significativa entre livro e filme é a diferença no ritmo dos acontecimentos. O livro demora mais a acontecer. O suspense é um pouco maior, já que vai sendo criado bem lentamente. Algumas revelações importantíssimas só são feitas praticamente no final da leitura, enquanto no filme de Joe Wright tudo é revelado mais rapidamente.

O livro também mostra de forma mais aprofundada as crises de pânico e os problemas que a personagem enfrenta por conta da agorafobia… A confusão e a angústia de Anna Fox, que não consegue ter certeza se realmente presenciou um crime ou se apenas imaginou, alucinou sobre isso. 

As cenas finais de “A Mulher na Janela” também são um pouco diferentes. O longa aposta em cenas dignas de um filme de terror (um tanto quanto gore) e, apesar de boa parte de tudo que acontece também estar no livro, algumas cenas mais sangrentas são exclusividade da adaptação para as telas.

Mas, mesmo que não curtiu tanto assim a adaptação, não tem como negar que Amy Adams dá um show de talento no papel de uma mulher em crise, completamente sozinha e que se deixa abater pela culpa. 



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