Arquivo pessoal

Amanda Oliveira, Joaquim e Benjamin

Acontece nesta sexta-feira (14) o mamaço virtual organizado pelo movimento Lactantes pela Vacina do estado do Rio Grande do Sul. A chamada é para que as mulheres postem fotos amamentando, utilizando as hashtags #mamacovirtual, #umavacinaprotege2, #lactantespelavacina, #imunizamama, #militanciamaterna. 


Algumas cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Volta Redonda e Petrópolis (RJ), e  Salvador (BA), e o estado do Piauí já tiveram um retorno positivo desde que a movimentação das lactantes pela vacina começou. Para atingir mais cidades e proteger mais lactantes e crianças, as organizadoras do movimento divulgam cartas abertas direcionada às autoridades políticas locais e documentos utilizados por elas para que outros grupos tenham um ponto de partida. 


Uma vacina protege dois 


A odontopediatra e ativista pelo aleitamento materno Amanda Oliveira, depois de uma conversa em um grupo de mães do qual participa no whatsapp, decidiu fazer uma postagem falando sobre os benefícios de vacinar uma lactante. No texto, ela fala sobre como os anticorpos são passados através do leite materno após a mãe ser vacinada – algo cientificamente comprovado
.

“O que os pesquisadores ainda não sabem, mas já existem estudos em andamento, é o grau desta imunização: Se ela é permanente, se é somente enquanto a criança é amamentada”, comenta Amanda. Ela relata que ficou muito feliz em ver como a organização das mães cresceu de forma rápida e que bons resultados estão saindo disso: a vacinação e a quebra de tabus quanto o aleitamento materno. 

Lactantes pela vacina  

O movimento lactantes pela vacina começou em Salvador, através de um grupo de Whatsapp. A administradora Marina Paes entrou nesse grupo pensando ser de Porto Alegre, e a partir daí surgiu a idéia de criar o movimento para a capital gaúcha e região metropolitana.  

Mamaço virtual 

“Surgiu a ideia do Mamaço para conscientização e propagação. Criamos a identidade visual do RS e enviamos para as meninas de Salvador, para pensar no Mamaço como movimento nacional. Estamos criando uma conta no Instagram para maior concentração das informações e também como forma de materializar mais ainda nossa luta”, apresenta Marina. 

Trechos da carta aberta 

“Queremos vacina para todas lactantes e não somente puerperas, como já aprovado em Porto Alegre. Pesquisas desenvolvidas ao longo do ano de 2020 comprovam que os anticorpos da mãe vacinada são transmitidos ao bebê através do leite materno sem riscos para o lactente, o que garante a imunização da mãe e a proteção do bebê em uma única vacina. 

Uma estratégia de imunização eficiente e econômica, além de estar associada a uma política pública de incentivo ao aleitamento materno, cuja média de tempo no Brasil é de apenas 54 dias, ainda que se preconize o aleitamento exclusivo por 6 meses. 

Cabe lembrar que crianças pequenas não se adaptam bem ao uso de máscaras e também há o risco de sufocamento em bebês menores, o que dificulta a contenção de contaminação e contágio dos mesmos.  

A imunização das mães e a conseqüente proteção do bebê pelo leite materno é uma saída eficiente e sem maiores custos para o poder público, o que, evidentemente, configura uma estratégia de imunização extremamente inteligente.  

É preciso acelerar a vacinação de todas as mulheres lactantes, especialmente no país que mais perde bebês com menos de 2 anos para a COVID-19 no mundo. 

Vacinar todas as lactantes é investir em saúde e bem-estar da população brasileira e suas futuras gerações!  

Vacinar as lactantes é proteger o futuro representado na figura de nossos bebês.  

Vacinar lactantes é reconhecer o direito humano à saúde e proteção constitucional da maternidade como objetivo prioritário dos gestores públicos do Estado do Rio Grande do Sul e Municípios da Região Metropolitana e Porto Alegre. 

Sabemos que as mulheres que amamentam são consideradas grupo vulnerável e já são objeto de diversas políticas públicas de proteção, havendo inclusive, recomendação para que estas mulheres mães trabalhem remotamente no período da pandemia.  

Entendemos que as grávidas, puérperas e lactantes sem comorbidades devam ser vacinadas após as grávidas, puérperas e lactantes com comorbidades, em razão do óbvio risco de agravamento e complicações que envolve este último público.” 



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