Depois que a parlamentar cristã Päivi Räsänen foi acusada de crime por expressar em público sua visão bíblica sobre a sexualidade, a European Evangelical Alliance (EEA) pediu à Finlândia que respeite a liberdade religiosa.

O secretário-geral do EEA, Thomas Bucher, expressou em sua carta que estava “consternado” com o tratamento dado a  Räsänen, que foi culpada de incitar ódio por comentários que fez na TV em 2018 e em um tweet defendendo a ética cristã contra o Orgulho LGBT.

As acusações foram feitas pelo Ministério Público, mesmo com a polícia concluindo que não havia caso para responder, ela poderá pegar até seis anos de prisão com a repercussão do caso.

No entanto, um representante do MP da Finlândia explicou que a decisão de prosseguir com as referidas criminalizações contra a deputada é porque as declarações de Räsänen sobre o casamento podem ser classificadas como “discurso de ódio discriminatório”.

Em defesa da liberdade de expressão

Por outro lado, o secretário-geral do EEA, que representa 23 milhões de evangélicos em toda a Europa, discordou da avaliação, afirmando que as ações da parlamentar não ultrapassam o limite de Rabat da ONU sobre o discurso de ódio.

“O contexto, o conteúdo e a forma de suas palavras eram bons. Não há indício de intenção, probabilidade ou iminência de atos de ódio acontecendo”, disse Bucher.

Para ele, a Finlândia deveria estar defendendo a liberdade de religião ou crença e a liberdade de expressão. “O Ministério Público está tentando redefinir as leis de direitos humanos?” indagou ele.

Portanto, nesse caso, Bucher entende que qualquer pessoa tem o direito de compartilhar a sua opinião, quando goza da liberdade de expressão, e que esse direito existe para proteger legalmente aqueles que se falam de forma que possa ofender, chocar ou perturbar os outros, relatou o Christian Today.



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