A Suprema Corte de Londres, irá ouvir a contestação contra o aborto seletivo para deficientes no dia 6 de julho de 2021. Um caso histórico de Heidi Crowter, 25, que tem síndrome de Down e Máire Lea-Eilson, cujo filho Aidan de 23 meses também é Down.

O caso foi movido contra o governo do Reino Unido, que permite o aborto de bebês até o nascimento que possuem síndrome de Down, lábio leporino e pé torto, além da Inglaterra, Escócia e País de Gales permitir o aborto até 24 semanas para nascituros sem nenhuma deficiência.

Lea-Wilson de 32 anos,  contou que foi pressionada para realizar um aborto do filho em um exame de 34 semanas quando descobriu que o seu filho tinha síndrome de Down.

Para ela, a lei é totalmente discriminatória:  “Espero que ganhemos. As pessoas não deveriam ser tratadas de maneira diferente por causa de suas deficiências, é uma discriminação absoluta .Tenho dois filhos que amo e valorizo ​​igualmente, mas a lei não os valoriza igualmente. Isso está errado e por isso queremos tentar mudar isso.”

Discriminação contra Síndrome de Down

Segundo o grupo de campanha “Dont Screen Us Out”, em 2019 houve 3.183 abortos seletivos por deficiência na Inglaterra e País de Gales, sendo 656 deles depois de um diagnóstico pré-natal de síndrome de Down.

Recentemente o Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com deficiência, recomendou que o Reino Unido modificasse a lei de aborto para não discriminar os bebês com deficiência, depois de criticar tais atos.

“A lei diz que bebês não devem ser abortados até o nascimento, mas se for descoberto que um bebê tem síndrome de Down, ele pode ser abortado até o nascimento. Esta é a lei atual no Reino Unido e eu acho que não é feira”, afirmou Crowter.

Agora, Heidi e Máire vão poder expor os seus casos ao Tribunal Superior e lutar pela igualdade das crianças com síndrome de Down e outras deficiências, segundo relatou o Christian Today.



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