Janaína estava indo para igrejaReprodução redes sociais

Por O Dia

Publicado 11/05/2021 12:51

Rio – “A gente não tem mais o direito de ir e vir”. Mariana Duarte, filha da mulher morta após ser atingida por um tiro na cabeça no último domingo, no Dia das Mães, fez um desabafo sobre a violência após perder a mãe. A atendente de loteria Janaína dos Santos Duarte Oliveira Peres, de 39 anos, foi baleada quando voltava da igreja em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

“A gente não pode mais transitar. A gente não tem mais o direito de ir e vir. A gente não pode mais ir na esquina da nossa casa, que a gente não sabe se vai voltar. É uma tristeza muito grande”, contou em entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo.

Janaina estava com o filho caçula, de 13 anos quando foi atingida. Mariana também contou que a mãe e o irmão estavam voltando da igreja de moto quando ouviram os tiros. O menino chegou a avisar: “Mãe, é tiro!”. “Ele sentiu a moto levantar e ela cair para trás”, disse Mariana.

A atendente de loteria foi sepultada na tarde de terça-feira (10). Nas redes sociais, Mariana agradeceu o carinho e a presença de familiares e amigos no enterro. “Quero agradecer a todos que foram ao sepultamento da minha mãe. O apoio de vocês é essencial para todos nós, entendemos aqueles que não puderam ir, mais nos mandaram muitas mensagens de carinho, força e amor …. Saber o quanto ela era amada nos traz um alívio”, escreveu ela.

Ainda nas redes sociais, familiares e amigos da vítima lamentaram a morte dela. A filha publicou uma homenagem para a mãe. “O seu sorriso jamais eu irei esquecer. A vida é um sopro, e Jesus é o dono dela… Eu te amo pra sempre, sei que a senhora não poderia ler mais isso, mas aqui eu deixou minha eterna gratidão por ter me dado a vida. Essa dor não tem fim”, afirmou.

Testemunhas contaram que Janaína chegou a ser socorrida e levada para a Unidade Municipal de Pronto Atendimento (UMPA) do Bairro Pacheco e foi atendida na emergência. Após os primeiros socorros, ela foi transferida em caráter emergencial para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, mas não resistiu.

Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu no bairro Santa Isabel, na região conhecida como Anaia. De acordo com a polícia, o disparo partiu de traficantes que estavam manuseando o armamento. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) está investigando o caso. 

A Polícia Militar informou que não havia operação na região e que soube do incidente após a vitima ter dado entrada na unidade hospitalar.



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