Mais de 26 toneladas de massa asfáltica já foram usadas até o momento na operação tapa-buraco, ao longo de toda avenida L2 Sul. A ação teve início na semana passada e é coordenada pelo Polo Central Adjacente III do GDF Presente. O ponto de partida dos trabalhos foi as vias próximas à Catedral Metropolitana de Brasília, localizado em uma das áreas centrais de maior fluxo de veículos do Plano Piloto. A obra envolve cerca de 20 homens do projeto GDF Presente e Novacap, além de maquinários, implementos técnicos específicos e logística diária detalhada | Foto: Divulgação GDF Presente

“As ações de manutenção e limpeza, realizadas pelo GDF Presente, no Plano Piloto, são fundamentais para evitar alagamentos, prevenir acidentes, preservar espaços e equipamentos tombados. Além de contribuir com a segurança de toda população”, agradece a administradora regional da RA, Ilka Teodoro. “Estamos trabalhando em toda L2, dando destaque para as passagens de ônibus. Isto vai trazer mais comodidade e segurança tanto para os usuários, quanto para os motoristas”, emenda o coordenador do Polo Central Adjacente III, do GDF Presente, Lúcio Barbosa.

Até o momento, mais de 2km de trechos foram recuperados no local. Tarefa envolve cerca de 20 homens do projeto GDF Presente e Novacap, além de maquinários, implementos técnicos específicos e logística diária detalhada. O custo da operação, no atual estágio dos trabalhos, é de quase R$ 16 mil.

As obras avançaram na altura das quadras 604/605 Sul. “Não tenho carro, moro no Jardim Ingá (GO) mas trabalho aqui. Ando bastante de ônibus na semana e tenho observado como o asfalto detonado pode atrapalhar os motoristas, é perigoso”, observa o promotor de vendas, Raimundo Nonato dos Santos, 49 anos. “É uma melhoria que ajuda todo mundo: quem dirige, os passageiros e até os pedestres. É uma iniciativa sempre bem-vinda do governo”, completa.

Dinâmica complexa

O passo inicial de um tapa-buraco é dado com a fresagem, que consiste no recorte da camada da pista danificada por meio de um potente rolo rotativo | Foto: Divulgação GDF Presente

O processo de tapar buraco no asfalto deteriorado exige dinâmica complexa, maquinário pesado e profissionais especializados. Daí a necessidade de interrupção de parte do tráfego. Foi o que aconteceu na altura da 604/605 da L2 Sul. A manobra preventiva não chegou prejudicar, totalmente, o fluxo de carros, que transitaram sem engarrafamento no local.

O passo inicial de um tapa-buraco é dado com a fresagem, que consiste no recorte da camada da pista danificada por meio de um potente rolo rotativo. A etapa seguinte é fazer a limpeza total do trecho fresado para que a aplicação do asfalto pronto seja espalhada de maneira uniforme. A última fase é compactar a região com placa vibratória ou rolo compressor. “Só aqui, nesse trecho, foram fresados oito trechos bastante detonados”, detalha o supervisor de obras da Novacap, Vicente Alves Cordeiro, há 30 anos na empresa.

Há mais de um ano trabalhando com entrega de alimentos via aplicativo, o motociclista, Lucas William de Oliveira, 27 anos, conhece bem as vias do Plano Piloto. O profissional que ganha a vida sob duas rodas, admite que a manutenção das ruas da área central da cidade é essencial.

“Perdi as contas de quantos amortecedores da minha moto já estourei por causa dos buracos, sem falar dos pedidos dos clientes que reviravam com o baque das ruas desniveladas”, revela. “Com o asfalto liso, sem altos e baixos, fica mais fácil de transitar pela cidade, mais seguro, inclusive”, comenta.



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