Aniversário de 52 anos do Guará tem carreata, bolo e música

A programação dos 52 anos da região administrativa se estende ao longo de maio com diversas oficinas, lives e debates

Correio Braziliense – Diante da crise sanitária causada pelo novo coronavírus, as comemorações tradicionais das regiões administrativas precisaram ser remodeladas. Devido à pandemia, este ano não houve o clássico desfile cívico-militar do Guará, que deixou saudades nos moradores. O aniversário de 52 anos da RA foi celebrado em outros moldes.

Por volta das 13h desta terça-feira (5/5), graças a uma parceria, a Administração do Guará, o Corpo de Bombeiros e a Confraria Guará realizaram uma carreata pelo Guará 1 e Guará 2 em diversos pontos emblemáticos das cidades. O aniversário contou com música, bolo e terá uma programação especial ao longo deste mês de maio (confira abaixo). O objetivo, segundo Luciane Quintana, administradora da RA, é trazer um acalento para a população.

“O nosso desfile fez muita falta e toda essa situação abalou muito o Guará, perdemos muitas vidas de amigos, familiares, moradores. Contudo, a programação que preparamos pretende unir as pessoas, mesmo que no formato on-line, para trazer um pouco de leveza, e ressaltar que podemos celebrar a vida e as pequenas coisas”, destacou Luciane.

A administradora pontuou que a crise do Sars-CoV-2 trouxe uma importante lição. “Muitas vezes passamos batidos por situações do nosso dia a dia que merecem mais atenção, dentro de casa, com os filhos. E mesmo em isolamento, podemos fazer uma oficina, adquirir algum novo conhecimento, a gente ainda pode celebrar”, disse.

O pioneiro da cidade e escritor Judson Seraine Teles, 88 anos, chegou na região administrativa em 1967 e não nega a sua paixão por Brasília e pelo Guará. “Eu fiz várias obras aqui, inclusive em Taguatinga Norte. Foi aí que surgiu a oportunidade do Guará, que nem seria uma cidade, e sim uma faixa verde, mas ganhou moradias porque a direção da Novacap (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil) sugeriu que era um bom local por ser bem localizado em Brasília, próximo do Setor de Indústrias e do Centro”, explica.

Casado com Maria de Lourdes Seraine, 81 anos, e pai de oito filhos, Judson construiu um legado de amor à família e também ao Guará, que transborda inclusive nos versos que compõem:

“Guará a satélite

A poucas milhas do cérebro da nação
A figura do lobo com bandeira
É a cidade com melhor valorização
Para o popular temos a melhor feira
Uma joia implantada neste torrão

Às margens de vias principais
De leste a oeste servidas pelo metrô
Escolas públicas e hospitais
Casa de cultura, esporte e lazer
São privilégios para cada morador”.

Pinceladas de cor

A RA foi inaugurada oficialmente em 5 de maio de 1969 e foi batizada de Guará em homenagem ao córrego que a atravessava. A palavra vem do tupi “auará”, que significa “vermelho”. O nome foi pensado devido ao lobo-guará, chamado assim por ter a cor avermelhada, muito comum no cerrado e que deu nome ao rio.

Também relacionado ao misto de pigmentação, estará em cartaz em 15 de maio, na Feira do Guará, a exposição Cores do Cerrado. De acordo com Thiago Magalhães, um dos responsáveis pelo projeto, a Feira “talvez seja o lugar mais emblemático da nossa cidade, pois é polo irradiador das mais diversas manifestações populares”, explica.

A exposição reunirá nove artistas para compor a mostra, privilegiando mulheres e profissionais da comunidade LGBT. “Nossa região possui uma característica bem marcante, pois à medida que nos aproximamos do período de estiagem das chuvas florescem os ipês que vão pintando a paisagem do cerrado de roxo, amarelo, branco e rosa. Esse fenômeno mostra resiliência e força da nossa vegetação. Mas, a arte, na pandemia, também é um lugar de resistência. Ela é um sopro de vida em meio ao caos social provocado por esse último ataque biológico, e intensificado pela crise política que vivemos”, finaliza.

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