Ingrid com a Clara (Foto: Divulgação )

Não é novidade que as mulheres são capazes de verdadeiros malabarismos para coordenar maternidade e carreira. Mas a maneira como isso acontece (sem contar a sobrecarga emocional) muda bastante de acordo com a profissão que cada mãe exerce e da fase em que precisa administrar essa equação. A atriz e apresentadora Ingrid Guimarães, 48 anos, por exemplo, e o marido, o artista plástico Renê Machado, 51, descobriram que estavam grávidos de Clara, hoje com 11 anos, quando a atriz começou a fazer a novela Caras & Bocas (2009). Logo depois, com sua filha ainda bebê, ela já estava gravando sua primeira protagonista no cinema no filme De Pernas Pro Ar (2010). Ou seja, tudo junto ao mesmo tempo!

Para contar casos de outras mulheres como ela, que equilibram mil pratinhos no dia a dia, a apresentadora terá um novo programa semanal no canal GNT. Modo Mãe, com estreia prevista para esta quinta-feira, 6 de maio, terá quatro episódios focados em mulheres anônimas e famosas. “Será um bate-papo sobre maternidade real, com profissionais como caminhoneira, aeromoça, médica, policial… Tem até paraquedista!”, conta Ingrid. Senta que lá vem muita história…

Em entrevista à CRESCER, Ingrid traz detalhes sobre o programa e revela suas experiências pessoais, vivendo a maternidade dentro dos sets de gravações.

CRESCER: O que o público pode esperar de Modo Mãe?
Ingrid Guimarães: Eu quis abordar o desafio de conciliar a maternidade com o vício de trabalhar. Trazer mulheres que amam o que fazem, tanto quanto amam os seus filhos. Só que, quando a gente conquistou o nosso lugar no mercado de trabalho, como chefes e donas da nossa história, a questão da família não mudou: nós continuamos assumindo a casa. Então, vamos falar bastante sobre essa sobrecarga também.   

C: Que tipo de histórias serão contadas?
IG: Cada programa tem um tema e, em cada episódio, vamos mostrar a vida de três mães, duas anônimas e uma famosa. Falaremos, por exemplo, sobre “mães na estrada”, que precisam viajar sem os filhos. Eu entrevisto desde a Fátima Bernardes, que cobriu a Copa do Mundo quando as crianças ainda eram pequenas, até uma mulher que fica embarcada em uma plataforma de petróleo por 15 dias. Há também uma aeromoça que viaja pelo mundo desde que seu bebê tinha 6 meses. Queríamos entender como são os sentimentos dessas mães, com quem elas deixam seus filhos, se já pensaram em desistir do trabalho por causa da maternidade, e como as crianças lidam com tudo isso. Entramos na casa delas, na medida do possível, devido à pandemia, e fomos a lugares ao ar livre, que essas mulheres costumam frequentar com seus filhos. Convidamos as crianças para participar, então, elas “atrapalhavam”, brincavam, e pudemos mostrar como é a vida real mesmo.

C: Você se identificou com as mães retratadas no programa?
IG: Completamente. E vice-versa. Em um momento, a cabeleireira do subúrbio virou para mim e falou: “Como é bom te ouvir falar. Nós achamos que os famosos não sentem isso”. Foi uma terapia coletiva.

C: Em relação às suas experiências pessoais, você soube da sua gravidez na época em que estava gravando. Como foi passar por isso?
IG: Descobri que estava grávida quando estava começando uma novela [Caras & Bocas]. Contei para o Jorge Fernando [diretor] e para o Walcyr Carrasco [autor]. Estava arrasada, porque era o meu primeiro grande papel em uma trama. Então, eles me deixaram engravidar na novela, mas nem todo mundo tem essa chance. Trabalhei até os 8 meses, e voltei quando a Clara tinha 3 meses para fazer o final.

 

“Nós até conseguimos dar conta de tudo, mas falhamos como pessoa. Quando vemos, estamos com crise de ansiedade e exaustas”

Ingrid Guimarães

C: Logo depois, também começaram suas gravações para o filme De Pernas Pro Ar. Deu para conciliar tudo? 
IG: Na verdade, eu parto de um lugar privilegiado. Na época, era o meu primeiro filme, e a produtora me queria tanto que aceitou que eu levasse a minha filha para o set, o que não é a realidade para muitas mulheres. Comecei a gravar quando a Clara tinha 4 meses. Amamentava de três em três horas, dormia no set, meu figurino ficava banhado de leite. Outras vezes, eu tinha de parar para tirar o leite, porque meu peito doía, a criança chorava, parava um set inteiro, sabemos o quanto isso é caro. Naquele momento, eu estava vivendo muitas inseguranças, mas valeu a pena.  

C: Você disse que sempre foi workaholic. Ser mãe mudou esse seu perfil?
IG: Quando a Clara nasceu, eu estava no auge da minha carreira. Nos primeiros anos, fui muito workaholic, fazendo sempre um esquema enorme para levar babá, mãe e irmã quando eu viajava. Mas é aquilo: nós até conseguimos, mas falhamos como pessoa. Quando vemos, estamos com crise de ansiedade e exaustas. Com o passar do tempo, vi que não valia a pena. Nunca pensei em desistir, mas comecei a diminuir o ritmo e a escolher os meus trabalhos.

C: Quais foram seus principais desafios na maternidade?
IG: Acho que o filme De Pernas Pro Ar foi um dos maiores desafios que tive, porque topei fazer antes de saber como ia ser com o bebê pequeno. Tive problemas com a amamentação. O meu peito empedrou, meu bico rachou, e eu tinha uma paranoia que não queria dar mamadeira, porque, como ia voltar a trabalhar muito cedo, queria dar o máximo de peito possível. Então, a amamentação foi algo muito complexo para mim. Temos de lembrar também que a gente pode até conseguir conciliar os nossos desafios profissionais e ser mãe. Mas e o nosso emocional? Que horas olha para ele? Você não tem tempo no meio disso tudo para cuidar da sua cabeça, o que é fundamental.

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