Os professores da Secretaria de Educação do Distrito Federal têm à disposição o Programa de Saúde Vocal (PSV), da Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (Subsaúde), da Secretaria de Economia do Distrito Federal.

O programa está com inscrições abertas para palestras e oficinas realizadas pelos fonoaudiólogos da área. Elas podem ser solicitadas pelas coordenações regionais de ensino (CREs), pelas escolas ou mesmo pelos professores, por meio de processo via SEI diretamente para o Programa de Saúde Vocal – (SEEC/Subsaúde/DISPSS/GPSS).

A proposta da Subsaúde é importante para os professores da rede pública de ensino do DF, pois a voz é uma das principais ferramentas de comunicação utilizada por eles dentro de sala de aula, tanto no modelo presencial como, agora, nas aulas remotas, neste momento de pandemia. Por isso, é preciso ter um cuidado especial com ela, para que esteja sempre com saúde e em boa forma.

De acordo com a fonoaudióloga Danielle Barreto, o Programa atua de forma preventiva, com orientações para evitar que os professores desenvolvam problemas vocais. “Nas oficinas de saúde vocal, explicamos sobre a importância da higiene vocal, esclarecemos alguns mitos, damos dicas de hábitos comportamentais para favorecer a voz, orientamos exercícios de aquecimento e desaquecimento vocal, que podem ser feitos antes e após a aula”, explica.

Triagem vocal

Sempre no primeiro encontro com os professores é realizada uma triagem vocal individual com cada um dos participantes. Aqueles que apresentam sintomas de risco para distúrbio vocal são encaminhados para exame de videolaringoscopia, feito pelos médicos otorrinolaringologistas do PSV, na Subsaúde. Caso o exame constate alguma alteração, além de receber orientações a respeito do problema, o professor é encaminhado para tratamento especializado, conforme cada caso.

No Centro de Ensino Infantil (CEI), de Águas Claras, os 30 professores da unidade participaram da palestra e oficina em outubro, e, agora, do total, dez estão passando pela triagem vocal. A equipe do PSV foi convidada pela diretora Tatiane Nunes Motta, preocupada com a qualidade de vida dos profissionais da unidade.

“A gente acha que os exercícios de fonoaudiologia são somente para cantores e artistas, mas nós usaremos nossa voz por pelo menos 25 anos. Então ela tem de estar bem cuidada, bem afinada”, diz.

As informações sobre os cuidados com a voz foram tão importantes para os profissionais, que a diretora Tatiane quer levar o conhecimento para os pais e estudantes. “Vamos incluir no nosso Projeto Escola de Pais palestras com fonoaudiólogos para ensinar técnicas de desenvolvimento da fala para crianças”, conta.

Suporte individual e vivência em grupo

A depender do resultado do exame de videolaringoscopia, o professor pode participar de um suporte individual. Não consiste em terapia vocal ou fonoaudiologia. São encontros voltados para orientações e condicionamento do uso da voz.

Já a vivência em grupo é realizada com cinco a 10 professores, que podem ser de diferentes escolas de uma regional de ensino da SEEDF. A vivência, é voltada para aqueles que, após a avaliação dos fonoaudiólogos, apresentaram voz rouca, cansada, mas que não possuem problemas específicos na laringe. Assim, nas dinâmicas da vivência, é possível modificar o uso da voz para evitar problemas orgânicos.

Atualmente, a equipe de fonoaudiologia da Subsaúde oferece apoio com relação a demandas que surgiram com a pandemia. Nesse sentido, são realizadas palestras sobre sono e qualidade de vida, recursos vocais para aulas virtuais e uso de fone de ouvido e audição.

SPA Vocal

Outra possibilidade do programa é o Serviço Permanente de Aprofundamento Vocal ou SPA Vocal. São encontros mensais para professores das regionais de ensino que participaram da oficina inicial. Pode ser solicitado pela própria regional e nele, os ensinamentos sobre os cuidados com a voz são aprofundados.

Pandemia

Segundo Danielle, neste período de pandemia, todas as atividades estão ocorrendo de forma remota. O PSV conta com nove fonoaudiólogos e dois otorrinolaringologistas e está ativo desde 2012, tendo percorrido as regionais de Ceilândia, Sobradinho, Taguatinga, São Sebastião, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina e Recanto das Emas. Atualmente, atua na regional do Plano Piloto.

Em 2019, foram realizadas 79 oficinas de saúde vocal nas escolas e 853 professores passaram pela triagem vocal para identificar a necessidade de encaminhar para exames de laringe. Do total, 153 realizaram exames e 101 apresentaram alterações. Ao todo, 362 professores foram atendidos no suporte vocal individual. Outros 102 participaram de vivências em grupo.

Mais informações e dúvidas podem ser enviadas para o e-mail programadesaudevocal@gmail.com.

* Com informações da Secretaria de Educação

Fonte: Agência Brasilia